Kafka: 100 anos depois

“…Kafka tem ainda muito a falar, a alertar, seja lido por Steiner após
Auschwitz, por dissidentes no Leste europeu nos anos 1980, pela estudante palestina de Balint em 2024, por oprimidos sob injustiças disfarçadas como o ar que se respira. O ar que respiramos agora – cheiro de guerra, mísseis, disparados sob a desculpa do inevitável, atingindo vítimas anônimas, ar com mais dióxido de carbono, alérgenos – não é um ar natural ao qual devíamos nos aclimatar.
“Eu sou um fim ou sou um começo”, Kafka escreveu em 1918. Resta
interpretar: fim ou começo? Se for começo, começo do quê?” (Leia na íntegra)